09 fevereiro 2007

Centenário



Devidamente 'apetrechada/o'...
Renda-se em graças ao frevo!!!

Leia mais sobre a história do Frevo na matéria de Mariana Martins.

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08 fevereiro 2007

contagem regressiva pro centenário - 2

Para os pernambucanos de nascença, adoção ou coração que estão longe...
Frevo No.1 do Recife
Ô Ô saudade
Saudade tão grande
Saudade que eu sinto
Do Clube das Pás, do Vassouras
Passistas traçando tesouras
Das ruas repletas de lá
Batidas de bombos são maracatus retardados
Chegam da cidade cansados
Com seus estandartes no ar.
Que adianta se o Recife está longe
E a saudade é tão grande
Que eu até me embaraço
Parece que eu vejo Walfrido Cebola no passo
Haroldo, Mathias, Colaço
Recife está dentro de mim.
de Antônio Maria
Esse eu canto até em inglês : "Oh, oh, oh, missin. A lot of missin..." Veio parar aqui por uma série de coincidências. Lembrava eu dos frevos canção de que gosto; lembrei também que Antônio Maria é um compositor pouco lembrado. Catei coisas dele na rede e acabei pescando de primeira o frevo que tem por nome "Frevo No. 1 do Recife".
Não poderia faltar uma foto do bloco de mesmo nome Bloco da Saudade.

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07 fevereiro 2007

contagem regressiva pro centenário - 3

Encontro de ritmos...

Com o comando do maestro Forró e seu estilo sui generis a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério em apresentação no Mercado da Ribeira mostra porque venceu a I Jornada de Orquestras Itinerantes promovida pela Prefeitura do Recife.
“O que Forró está fazendo com o frevo é muito importante porque ele está dando uma nova roupagem”, disse o Maestro Nunes, homenageado desse carnaval.



Fonte: Boletim Diário da Coordenadoria de Comunicação Social da PCR

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06 fevereiro 2007

contagem regressiva pro centenário - 4

A pluralidade do FREVO

O Frevo é um só mas é muitos! E isso não é megalomania de perambucano. Eu particularmente já ouvia desde pirralha da divisão em frevo de rua, de bloco e canção. Mas foi com o Maestro Spok que ouvi pela primeira vez falar da divisão do frevo-de-rua em coqueiro, ventania e abafo. Esse último se constituindo na verdade numa forma de tocar o frevo - possível para algumas determinadas composições - que permite que uma troça ou bloco abafe o som da outra ao se cruzarem durante seus desfiles!
Disponibilizo as palavras da pesquisadora Cláudia Rocha Lima e recomendo assistir às apresentações de Spok e sua orquestra pra uma aula prática. Melhor que isso só as ruas de Recife e Olinda!

por Cláudia Rocha Lima

"FREVO-CANÇÃO : O frevo-canção ou marcha-canção tem vários aspectos semelhantes à marchinha carioca, um deles é que ambas possuem uma parte introdutória e outra cantada, começando ou acabando com estrebilhos. Frevos-canção famosos: Borboleta não é ave de Nelson Ferreira, Na mulher não se bate nem com uma flor de Capiba, Hino de Pitombeira de Alex Caldas, Hino de Elefante de Clídio Nigro, Vestibular de Gildo Moreno, entre outros.Nos fins do século passado surgiram melodias bonitas, tais como A Marcha n° 1 do Vassourinhas, atualmente convertido no Hino do carnaval recifense, presente tanto nos bailes sociais como nas ruas, capaz de animar qualquer reunião e enlouquecer o passista.

FREVO-DE-BLOCO : Deve ter se originado de serenatas preparadas por agrupamentos de rapazes animados, que participavam simultaneamente, dos carnavais de rua da época, possivelmente, no início do presente século. Sua orquestra é composta de Pau e Corda: violões, banjos, cavaquinhos, etc. Nas últimas três décadas observou-se a introdução de clarinete, seguida da parte coral integrada por mulheres. Frevos-de-bloco famosos: Valores do Passado de Edgar Moraes, Marcha da Folia de Raul Moraes, Relembrando o Passado de João Santiago, Saudade dos Irmãos Valença, Evocação n° 1 de Nelson Ferreira, entre outros.

FREVO-DE-RUA : É o mais comumente identificado como simplesmente frevo, cujas características não se assemelham com nenhuma outra música brasileira, nem de outro país. O frevo-de-rua se diferencia dos outros tipos de frevo pela ausência completa de letra, pois é feito unicamente para ser dançado. Na música é possível distinguir-se três classes: o frevo-abafo ou de encontro, no qual predominam os instrumentos metálicos, principalmente pistões e trombones; o frevo-coqueiro, com notas agudas distanciando-se no pentagrama e o frevo-ventania, constituído pela introdução de semicolcheias. O frevo acaba, temporariamente, em um acorde longo e perfeito. Frevos-de-rua famosos Vassourinhas de Matias da Rocha, Último dia de Levino Ferreira, Trinca do 21 de Mexicano, Menino Bom de Eucário Barbosa, Corisco de Lorival Oliveira, Porta-bandeira de Guedes Peixoto, entre outros."

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05 fevereiro 2007

contagem regressiva pro centenário - 5

Balé Popular do Recife

tramela - tesoura - girassol - engana povo - chã de bundinha - rojão - bailarina - pontilhando - passeio do passista - pisando em brasa - ... - ... - ...

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09 janeiro 2007

9 de Frevereiro

Antes das escrevinhaças propriamente ditas gostaria de anunciar aos ainda poucos leitores do Cajuina que pretendo me dedicar mais a produzir algo próprio para publicar aqui ou ao menos, o que julgo mais fácil, discorrer um pouco sobre as sugestões de leitura, ouvidura, dançadura, etc, que antes fazia sem introdutórios.
Às escrevinhaças...



9 de Frevereiro : para se deleitar

Há um mês da data em que oficialmente comemora-se o centenário do frevo apresento aos que não conhecem e relembro aos cativos admiradores os últimos trabalhos de Antônio Carlos Nóbrega entitulado 9 de frevereiro – um trocadilho sonoro da data que já está sendo festejada nessas bandas capibarescas e reúne em dois CDs 31 faixas com frevos de Levino Ferreira, Capiba, Nelson Ferreira, dos irmãos João Vitor e Raul Valença, de compositores outros menos conhecidos pelo público em geral, e do próprio Nóbrega em sua impagável dobradinha com Wilson Freire.

Incólume homenagem ao ritmo que “entra na cabeça, passa pelo corpo e acaba no pé” e nesses cem anos desdobrou-se em facetas diferentes : frevo canção, frevo de bloco, frevo de rua; tendo esse último mais de uma vertente. Mas isso é assunto pra muitas mangas que ainda brotarão por aqui. Por hora nos deleitemos com a obra:

9 de Frevereiro: Ultimo Dia/Mexe com Tudo (Levino Ferreira/Nelson Ferreira) – Sonhei que Estava em Pernambuco (Clovis Macedo) – Folias da Madrugada (Toscano Filho) – A Pisada é Essa (Capiba) – Transcendental (Cláudio Almeida) – Dedé (Nelson Ferreira) – Chuva Morna (Heraldo Monte) – Cocorocó (irmãos Valença) – Quinho (Duda) – Ingratidão (José Menezes/Neuza Rodrigues)– Capenga (Antonio Fabrício)/Mordido(Alcides Leão) – Garrincha (Nóbrega / Wilson Freire)– Isquenta Muié (Nelson Ferreira)– Vão Me Levando (Dosinho/Genival Macedo)– Relembrando O Passado (João Santiago)

9 de Frevereiro [vol 2] : Fervo (Nóbrega/Wilson) – Clovinho do Frevo (Nóbrega/Wilson) – Festim (Nóbrega/Wilson)– Galo de Ouro (José Menezes) – Segura no Meu Braço (Nóbrega/Wilson) – Brincando com Clarineta (Nóbrega/Wilson) – Por Quem os Blocos Cantam (Getúlio Cavalcanti) – Pra Vocês Foliões – Avenida Brasil (Nóbrega/Wilson)– Tirando a Casaca (Nóbrega)– Saudosos Foliões/Alegre Bando (Edgar Morais) – Canhão 75 (Faustino Galvão)– Duas Épocas (Duda)– Florilégio (pout-pourri)– Corisco (Lorival Oliveira) – Melodia Sentimental (Heitor Villa-Lobos/Dora Vasconcelos)

Um pouco sobre Nóbrega...

Para mim esse pernambucano é o protótipo de felicidade. Aos 54 anos, dotado de tamanha energia, vitalidade, equilíbrio, remelexo, espontaneidade e criatividade que me faz desacreditar em fórmulas da juventude e crer em maneiras próprias de bem viver.

Em suas obras, sempre construídas coletivamente – seja revisitando mestres imortais, criando com Wilson Freire ou com sua companheira Rosane, seja no Brincantes, seja em andanças pelo mundo Brasil – o nobre Nóbrega dá o merecido ar de império às manifestações populares, recria um mundo circense, alimenta nossos sentidos e alma pra beleza do cotidiano em suas acrobacias, melodias e canções que falam de mar, de bichos, de amores, de festejos, de velhos e novos, de brincadeiras, de vida!

Diz incorporar um personagem durante seus espetáculos: “Vendo de fora essa figura, o industrioso Tonheta, ela é um misto de pícaro, bufão, palhaço, arlequim, vagabundo, ou sei lá mais o quê. Sentindo por dentro, Tonheta é uma espécie de colcha de retalhos desses tipos populares que povoam as ruas e praças do meu país, que me tocam profundamente deixando-me num estado de desordem interior cujos contrários dor e alegria se confraternizam misteriosamente”, discorre Nóbrega.
Belo alter-ego !!!

Discografia
1996 - Na Pancada do Ganzá
1997 - Madeira Que Cupim não Roi
1998 - Pernambuco Falando para o Mundo
2000 - O Marco do Meio Dia
2002 - Lunário Perpétuo
2005 – 9 de Frevereiro
2006 – 9 de Frevereiro - Volume 2

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