05 junho 2007

Xote Ecológico

Premonição, que nada. Sertanejo é bicho danado de ser perceptivo, observador!!!

Posto essa música do mestre Lua por andar exercitando o costume de buscar ligações entre coisas que parecem nada ter haver unas com as outras. Espécies de objetivos, situações, imagens que unificam temários que andem povoando essa cabecinha que vos escreve... E a danada da música parece que tem prestígio com os meus neurônios!

Xote Ecológico
Luiz Gonzaga

Não posso respirar, não posso mais nadar
A terra tá morrendo, não dá mais pra plantar
Se planta não nasce, se nascer não dá
Até pinga da boa é difícil de encontrar

Cadê a flor que estava ali?
Poluição comeu.
E o peixe que é do mar?
Poluição comeu
E o verde onde que está ?
Poluição comeu
Nem o Chico Mendes sobreviveu

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01 março 2007

Companheiro Bush

Na próxima semana o Brasil receberá a visita 'ilustre' do 'companheiro' Bush!
Ao ler essa notícia e logo depois o editorial 'Por que o Irã não pode?' no Correio da Cidadania lembrei de Tom Zé e sua inspirada composição "Companheiro Bush" de 2003 - ano do início da Guerra do Iraque - que define perfeitamente o motivo dessa barbárie. Porque tirania por tirania os poderosos do mundo só acatam as balizadas pela ONU!!!
Massa seria espalharmos rádios-poste por todos os caminhos do presidente norte americano no Brasil tocando essa música sem parar. Excelente plano de retribuição de gentilezas, não?!
Vai sonhando, Amanda. Vai...

Companheiro Bush

Se você já sabe
Quem vendeu
Aquela bomba pro Iraque,
Desembuche:
Eu desconfio que foi o Bush.

Foi o Bush,
Foi o Bush,
Foi o Bush.

Onde haverá um recurso
Para dar um bom repuxo
No companheiro Bush?

Quem arranja um alicate
Que acerte aquela fase
Ou corrija aquele fuso?

Talvez um parafuso
Que tá faltando nele
Melhore aquele abuso.

Um chip que desligue
Aquele terremoto,
Aquela coqueluche.

Baixe a música em mp3 por aqui

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21 fevereiro 2007

Indescritível

Impossível traduzir em palavras o que foi o carnaval do centenário do frevo em Recife e Olinda.
Publico um dos momentos mais belos dessa celebração : a abertura oficial do carnaval de Recife no Marco Zero. Mais de 300 batuqueiros de várias nações de maracatu sob a regência de Naná Vasconcelos na praça e a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério e seu Maestro Forró (eles de novo por aqui) no palco tocam 'Also Sprach Zarathrustra' de Richard Strauss, música tema do filme 2001 - Uma Odisséia no Espaço. Espetáculo de arrepiar todos os cabelos do corpo!!! O que dizer de todo o "resto" ?!



Agradecimentos especiais a galera que posta essas pérolas no YouTube: muito agradecida!

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31 janeiro 2007

universo no teu corpo

Porque deu vontade...



'Em Tupi-Guarani, o nome Taiguara significa "Livre, Forro, Senhor de si".'
Mais em imyira-taigura-ipy

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15 janeiro 2007

O nascedouro da cajuina cristalina ... em Teresina.

por Romero Rocha

"Torquato Neto (escritor-poeta-compositor), amigo de Caetano, falava o tempo todo para ele que adorava Cajuína. Ele se suicidou no dia de seu aniversário, aos 28 anos.
Algum tempo depois Caetano foi convidado pelo pai de Torquato para almoçar em sua casa, em Teresina. Foi lá e pediu para ele uma cajuína, pois, comentou, Torquato só falava disto. Aí tomou uma cajuína e foi deitar na rede.
Quando acordou, o pai de torquato tinha deixado uma rosa para ele em cima da mesa.
Alguns dias depois ele compôs a música."
*sobre Torquato, vida e obra, em: www.torquatoneto.com.br

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09 janeiro 2007

9 de Frevereiro

Antes das escrevinhaças propriamente ditas gostaria de anunciar aos ainda poucos leitores do Cajuina que pretendo me dedicar mais a produzir algo próprio para publicar aqui ou ao menos, o que julgo mais fácil, discorrer um pouco sobre as sugestões de leitura, ouvidura, dançadura, etc, que antes fazia sem introdutórios.
Às escrevinhaças...



9 de Frevereiro : para se deleitar

Há um mês da data em que oficialmente comemora-se o centenário do frevo apresento aos que não conhecem e relembro aos cativos admiradores os últimos trabalhos de Antônio Carlos Nóbrega entitulado 9 de frevereiro – um trocadilho sonoro da data que já está sendo festejada nessas bandas capibarescas e reúne em dois CDs 31 faixas com frevos de Levino Ferreira, Capiba, Nelson Ferreira, dos irmãos João Vitor e Raul Valença, de compositores outros menos conhecidos pelo público em geral, e do próprio Nóbrega em sua impagável dobradinha com Wilson Freire.

Incólume homenagem ao ritmo que “entra na cabeça, passa pelo corpo e acaba no pé” e nesses cem anos desdobrou-se em facetas diferentes : frevo canção, frevo de bloco, frevo de rua; tendo esse último mais de uma vertente. Mas isso é assunto pra muitas mangas que ainda brotarão por aqui. Por hora nos deleitemos com a obra:

9 de Frevereiro: Ultimo Dia/Mexe com Tudo (Levino Ferreira/Nelson Ferreira) – Sonhei que Estava em Pernambuco (Clovis Macedo) – Folias da Madrugada (Toscano Filho) – A Pisada é Essa (Capiba) – Transcendental (Cláudio Almeida) – Dedé (Nelson Ferreira) – Chuva Morna (Heraldo Monte) – Cocorocó (irmãos Valença) – Quinho (Duda) – Ingratidão (José Menezes/Neuza Rodrigues)– Capenga (Antonio Fabrício)/Mordido(Alcides Leão) – Garrincha (Nóbrega / Wilson Freire)– Isquenta Muié (Nelson Ferreira)– Vão Me Levando (Dosinho/Genival Macedo)– Relembrando O Passado (João Santiago)

9 de Frevereiro [vol 2] : Fervo (Nóbrega/Wilson) – Clovinho do Frevo (Nóbrega/Wilson) – Festim (Nóbrega/Wilson)– Galo de Ouro (José Menezes) – Segura no Meu Braço (Nóbrega/Wilson) – Brincando com Clarineta (Nóbrega/Wilson) – Por Quem os Blocos Cantam (Getúlio Cavalcanti) – Pra Vocês FoliõesAvenida Brasil (Nóbrega/Wilson)– Tirando a Casaca (Nóbrega)– Saudosos Foliões/Alegre Bando (Edgar Morais) – Canhão 75 (Faustino Galvão)– Duas Épocas (Duda)– Florilégio (pout-pourri)– Corisco (Lorival Oliveira) – Melodia Sentimental (Heitor Villa-Lobos/Dora Vasconcelos)

Um pouco sobre Nóbrega...

Para mim esse pernambucano é o protótipo de felicidade. Aos 54 anos, dotado de tamanha energia, vitalidade, equilíbrio, remelexo, espontaneidade e criatividade que me faz desacreditar em fórmulas da juventude e crer em maneiras próprias de bem viver.

Em suas obras, sempre construídas coletivamente – seja revisitando mestres imortais, criando com Wilson Freire ou com sua companheira Rosane, seja no Brincantes, seja em andanças pelo mundo Brasil – o nobre Nóbrega dá o merecido ar de império às manifestações populares, recria um mundo circense, alimenta nossos sentidos e alma pra beleza do cotidiano em suas acrobacias, melodias e canções que falam de mar, de bichos, de amores, de festejos, de velhos e novos, de brincadeiras, de vida!

Diz incorporar um personagem durante seus espetáculos: “Vendo de fora essa figura, o industrioso Tonheta, ela é um misto de pícaro, bufão, palhaço, arlequim, vagabundo, ou sei lá mais o quê. Sentindo por dentro, Tonheta é uma espécie de colcha de retalhos desses tipos populares que povoam as ruas e praças do meu país, que me tocam profundamente deixando-me num estado de desordem interior cujos contrários dor e alegria se confraternizam misteriosamente”, discorre Nóbrega.
Belo alter-ego !!!

Discografia
1996 - Na Pancada do Ganzá
1997 - Madeira Que Cupim não Roi
1998 - Pernambuco Falando para o Mundo
2000 - O Marco do Meio Dia
2002 - Lunário Perpétuo
2005 – 9 de Frevereiro
2006 – 9 de Frevereiro - Volume 2

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12 dezembro 2006

Os 'Culpados' Ontológicos ou Tom Maior

versão revista e ampliada...




"Está em você o que o amor gerou / Ela vai nascer e há de ser sem dor / Ah, eu hei de ver você ninar ela dormir / Fazer andar, falar, cantar, sorrir / E quando ela crescer vai querer ser mulher do bem / Vou ensiná-la a viver onde ninguém é de ninguém / Mas vai amar a liberdade / Só vai cantar em tom maior / Vai ter a felicidade de ver o Brasil melhor" (Martinho da Vila)

Com algumas modificações... eis nossa oração das rodas de samba!

Chico no tamborim, Hélio no ganzá, Tonho no surdo, Maike no Reco-reco, e nós no gogó (Meriu, Botcha, Guinha, eu, ...) acolhidos debaixo do pé de serigüela verdinho, verdinho...

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06 dezembro 2006

Vengo a oferecer mi corazon

Vengo a ofrecer mi corazon

Quien dijo que todo esta perdido,
Yo vengo a ofrecer mi corazon.
Tanta sangre que se llevo el rio
Yo vengo a ofrecer mi corazon.


No sera tan facil, ya se que pasa...
No sera tan simple como pensaba
Como abrir el pecho y sacar el alma
Una cuchillada de amor.


Luna de los pobres siempre abierta,
Yo vengo a ofrecer mi corazon
Como un documento inalterable
Yo vengo a ofrecer mi corazon


Y unire las puntas de un mismo lazo,
Y me ire tranquila, me ire despacio,
Y te dare todo y me daras algo ...
Algo que me alivie un poco mas.


Cuando no haya nadie cerca o lejos
Yo vengo a ofrecer mi corazon
Cuando los satelites no alcancen
Yo vengo a ofrecer mi corazon...


Y hablo de paises y de esperanzas,
Hablo por la vida, hablo por la nada
Hablo de cambiar esta nuestra casa
De cambiarla por cambiar nomas...


Quien dijo que todo esta perdido
Yo vengo a ofrecer mi corazon.

(mercedes sosa)


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01 dezembro 2006

Sexo XX

É bom pra tudo
Bom pro corpo
Bom pra mente
É muito bom
Principalmente
Para o coração
Também faz bem
Com chuva ou sol
Frio ou calor
Pra qualquer um
De qualquer cor
Faz bem
Fazer
De vez em quando
Dia sim e dia não
Diariamente então
É muito bom
No litoral, no campo
No sertão
Em qualquer ponto
Qualquer posição
É bom, porém
Tem um porém
O sexo vinte
Ouvinte agora tem
Uma concreta
Contra-indicação

Mas fora isso
É muito bom

(geraldo azevedo)

"Qualquer maneira de amor vale a pena..."

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30 novembro 2006

Ode Aos Ratos

Rato de rua
Irrequieta criatura
Tribo em frenética
Proliferação
Lúbrico, libidinoso
Transeunte
Boca de estômago
Atrás do seu quinhão

Vão aos magotes
A dar com um pau
Levando o terror
Do parking ao living
Do shopping center ao léu
Do cano de esgoto
Pro topo do arranha-céu

Rato de rua
Aborígine do lodo
Fuça gelada
Couraça de sabão
Quase risonho
Profanador de tumba
Sobrevivente
A chacina e à lei do cão

Saqueador
Da metrópole
Tenaz roedor
De toda esperança
Estuporador da ilusão
Ó meu semelhante
Filho de Deus, meu irmão

[ Chico Buarque de (h)ola(i)nda ]



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24 novembro 2006

o vencedor

"Olha lá quem vem do lado oposto
e vem sem gosto de viver


Olha lá que os bravos são escravos
sãos e salvos de sofrer


Olha lá quem acha que perder
é ser menor na vida


Olha lá quem sempre quer vitória
e perde a glória de chorar


Eu que já não quero mais ser um vencedor,
levo a vida devagar pra não faltar amor


Olha você e diz que não
vive a esconder o coração


Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
só procura abrigo,
mas não deixa ninguém ver
Por que será ?


Eu que nunca fui assim
muito de ganhar,
junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
só pra viver em paz"


Los Hermanos - O Vencedor
Marcelo Camelo

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