Ibitiara
Em fins do século XVIII desbravadores chegaram a essa região em busca de ouro e pedras preciosas. Fixaram-se constituindo um povoado denominado Remédios por conta da água proveniente da serra que abastecia o local e a qual se atribuíam qualidades terapêuticas.
No século XIX elevado à categoria de cidade Remédios passou a ser denominado Remédios de Rio de Contas. Dentre os arraiais pertencentes ao município destacava-se o Arraial de Bom Sucesso cujas terras formavam um sítio adquirido em 1854 por Francisco Xavier Gomes e João Rodrigues, em nome do Conde da Ponte, tendo como procurador o senhor Rodrigues Pereira de Castro; passando a ser sede do município em 1925 sob influência de políticos da época em virtude da descoberta de jazidas de ouro na região.
Por escassez de recursos próprios para manutenção da cidade, Bom Sucesso foi incorporado ao município vizinho, Macaúbas, retomando sua autonomia em 1934 mediante o decreto no. 8.830, do dia 2 de março. Em 1943, mediante novo decreto, Bom Sucesso tem o nome modificado para Ibitiara, ibi = terra, tiara = áurea, do ouro, ibitiara = terra do ouro, tendo como primeiro prefeito o senhor Tranquilino Joaquim dos Santos.

GEOGRAFIA
O município de Ibitiara integra a microregião da Chapada Diamantina, no semi-árido baiano, pertencendo à zona geográfica denominada de polígono das secas. Com um território de 2.002 km quadrados, a 532 Km de Salvador, tem como vias de acesso a BR-242 e a BA-152. Limita-se com os municípios de Oliveira dos Brejinhos, Brotas de Macaúbas, Seabra, Boninal, Novo Horizonte, Ibipitanga e Boquira.
Situa-se a 990m acima do nível do mar (com alguns picos chegando a1.500m), o clima é do tipo tropical com temperatura média de 20,6 ºC e índice pluviométrico de 722 mm. O relevo é acidentado, devido às ramificações da Chapada Diamantina e da Serra da Mangabeira que divide o município ao meio, e separa o cerrado da caatinga.
Na maior parte do município a vegetação é constituída de caatinga arbórea aérea, sem palmeiras, contando também com algumas árvores de caatinga florestal. A floresta de transição do cerrado para a caatinga é a mais importante do município, fazem parte aroeira, baraúna, jurema, pau-d´arco, jatobá, ipê, angico, pau-de-óleo, pau-ferro.
Apresenta como acidentes geográficos serras - Serra do Tombo, Serra do Paiol, Serra do Pinga, Serra do Fogo Caetano, Serra das Abóboras ou da Caiçara - e lagoas - Lagoa Ibitiara , Lagoa do Dionísio e Lagoa de Baixo. Uma pequena parte do município é atravessada pelo rio Paramirim e os riachos de Pinga, Maria Vitória, Olho D'agua do Seco, Saco e o de Cerragem.
*Adaptação de texto contido no Ibitiara.xpg
**Na foto : vista aérea da sede do município.
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