13 abril 2007

Ibitiara

HISTÓRIA

Em fins do século XVIII desbravadores chegaram a essa região em busca de ouro e pedras preciosas. Fixaram-se constituindo um povoado denominado Remédios por conta da água proveniente da serra que abastecia o local e a qual se atribuíam qualidades terapêuticas.
No século XIX elevado à categoria de cidade Remédios passou a ser denominado Remédios de Rio de Contas. Dentre os arraiais pertencentes ao município destacava-se o Arraial de Bom Sucesso cujas terras formavam um sítio adquirido em 1854 por Francisco Xavier Gomes e João Rodrigues, em nome do Conde da Ponte, tendo como procurador o senhor Rodrigues Pereira de Castro; passando a ser sede do município em 1925 sob influência de políticos da época em virtude da descoberta de jazidas de ouro na região.
Por escassez de recursos próprios para manutenção da cidade, Bom Sucesso foi incorporado ao município vizinho, Macaúbas, retomando sua autonomia em 1934 mediante o decreto no. 8.830, do dia 2 de março. Em 1943, mediante novo decreto, Bom Sucesso tem o nome modificado para Ibitiara, ibi = terra, tiara = áurea, do ouro, ibitiara = terra do ouro, tendo como primeiro prefeito o senhor Tranquilino Joaquim dos Santos.

GEOGRAFIA

O município de Ibitiara integra a microregião da Chapada Diamantina, no semi-árido baiano, pertencendo à zona geográfica denominada de polígono das secas. Com um território de 2.002 km quadrados, a 532 Km de Salvador, tem como vias de acesso a BR-242 e a BA-152. Limita-se com os municípios de Oliveira dos Brejinhos, Brotas de Macaúbas, Seabra, Boninal, Novo Horizonte, Ibipitanga e Boquira.
Situa-se a 990m acima do nível do mar (com alguns picos chegando a1.500m), o clima é do tipo tropical com temperatura média de 20,6 ºC e índice pluviométrico de 722 mm. O relevo é acidentado, devido às ramificações da Chapada Diamantina e da Serra da Mangabeira que divide o município ao meio, e separa o cerrado da caatinga.
Na maior parte do município a vegetação é constituída de caatinga arbórea aérea, sem palmeiras, contando também com algumas árvores de caatinga florestal. A floresta de transição do cerrado para a caatinga é a mais importante do município, fazem parte aroeira, baraúna, jurema, pau-d´arco, jatobá, ipê, angico, pau-de-óleo, pau-ferro.
Apresenta como acidentes geográficos serras - Serra do Tombo, Serra do Paiol, Serra do Pinga, Serra do Fogo Caetano, Serra das Abóboras ou da Caiçara - e lagoas - Lagoa Ibitiara , Lagoa do Dionísio e Lagoa de Baixo. Uma pequena parte do município é atravessada pelo rio Paramirim e os riachos de Pinga, Maria Vitória, Olho D'agua do Seco, Saco e o de Cerragem.


*Adaptação de texto contido no Ibitiara.xpg
**Na foto : vista aérea da sede do município.

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18 janeiro 2007

Mahatma

Mohandas Karamchand Gandhi – Mahatma Gandhi
(1869 – 1948)

"A complexa Teologia Hindu reza que há um único Deus e este se apresenta em 3 formas: Brahma, o Criador; Shiva, o Destruidor (sempre presente quando a história chega a seu final) e Vishnu, o Equilibrador (a serviço do Dharma). Quando o caos ameaça a humanidade, Vishnu toma a forma humana para recompor a ordem. Segundo o Mahabharata, Vishnu veio ao mundo como Krishna, no alvorecer da civilização indiana. Para seus contemporâneos, Mohandas Gandhi, que repudiava ser chamado assim, constituía a mais recente encarnação da divindade, portanto era chamado de Grande Alma - Mahatma. Devotou a sua vida à causa da Independência da Índia e a encaminhou política e religiosamente em perfeita harmonia com a Tradição de seu povo, daí o estrondoso sucesso obtido."

Extraido do site Cultura Brasileira

*Sobre Gandhi leia mais em: Wikipedia - iG

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15 janeiro 2007

O nascedouro da cajuina cristalina ... em Teresina.

por Romero Rocha

"Torquato Neto (escritor-poeta-compositor), amigo de Caetano, falava o tempo todo para ele que adorava Cajuína. Ele se suicidou no dia de seu aniversário, aos 28 anos.
Algum tempo depois Caetano foi convidado pelo pai de Torquato para almoçar em sua casa, em Teresina. Foi lá e pediu para ele uma cajuína, pois, comentou, Torquato só falava disto. Aí tomou uma cajuína e foi deitar na rede.
Quando acordou, o pai de torquato tinha deixado uma rosa para ele em cima da mesa.
Alguns dias depois ele compôs a música."
*sobre Torquato, vida e obra, em: www.torquatoneto.com.br

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13 dezembro 2006

Hoje é dia de Mario

É dia de Mario Benedetti. Por indicação de Galeano com seu abraço sentipensante e de Emir "homenageando" póstumamente Pinochet.
Por razões que a própria razão desconhece e porque a história trata de prestigiarnos com causos que rechearão nossa memória para cultivarmos a memória das gerações futuras.

OBITUARIO CON HURRAS
Mario Benedetti
Vamos a festejarlo,
vengan todos
los inocentes
los damnificados
los que gritan de noche
los que sueñan de día
los que sufen el cuerpo
los que alojan fantasmas
los que pisan descalzos
los que blasfeman y arden
los pobres congelados
los que quieren a alguien
los que nunca se olvidanvamos a festejarlo,
vengan todos
el crápula se ha muerto
se acabo el alma negra
el ladrón
el cochino
se acabo para siembre
hurra
que vengan todos,
vamos a festejarlo
a no decir
la muerte
siempre lo borra todo
todo lo purifica
cualquier día
la muerte no borra nada
quedan
siempre las cicatrices
hurra
murió el cretino,
vamos a festejarlo
a no llorar de vicio
que lloren sus iguales
y se traguen sus lágrimas
se acabo el monstruo prócer
se acabo para siempre
vamos a festejarlo
a no ponernos tibios
a no creer que este
es un muerto cualquiera
vamos a festejarlo,
a no volver
nos flojos
a no olvidar que este
es un muerto de mierda.

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06 dezembro 2006

Vengo a oferecer mi corazon

Vengo a ofrecer mi corazon

Quien dijo que todo esta perdido,
Yo vengo a ofrecer mi corazon.
Tanta sangre que se llevo el rio
Yo vengo a ofrecer mi corazon.


No sera tan facil, ya se que pasa...
No sera tan simple como pensaba
Como abrir el pecho y sacar el alma
Una cuchillada de amor.


Luna de los pobres siempre abierta,
Yo vengo a ofrecer mi corazon
Como un documento inalterable
Yo vengo a ofrecer mi corazon


Y unire las puntas de un mismo lazo,
Y me ire tranquila, me ire despacio,
Y te dare todo y me daras algo ...
Algo que me alivie un poco mas.


Cuando no haya nadie cerca o lejos
Yo vengo a ofrecer mi corazon
Cuando los satelites no alcancen
Yo vengo a ofrecer mi corazon...


Y hablo de paises y de esperanzas,
Hablo por la vida, hablo por la nada
Hablo de cambiar esta nuestra casa
De cambiarla por cambiar nomas...


Quien dijo que todo esta perdido
Yo vengo a ofrecer mi corazon.

(mercedes sosa)


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27 novembro 2006

Paradoxos

Eduardo Galeano

Se a contradição for o pulmão da história, o paradoxo deverá ser, penso eu, o espelho que a história usa para deboxar de nós.
Nem o próprio filho de Deus salvou-se do paradoxo. Ele escolheu, para nascer, um desero subtropical onde jamais nevou, mas a neve se converteu num símbolo universal do Natal desde que a Europa decidiu europeizar Jesus. E para mais inri , o nascimento de Jesus é, hoje em dia, o negócio que mais dinheiro dá aos mercadores que Jesus tinha expulsado do templo.
Napoleão Bonaparte, o mais fracês dos franceses, não era francês. Não era russo Josef Stálin, o mais russo dos russos; e o mais alemã dos alemãs, Adolf Hitler, tinha nascido na Áustria. Margherita Sarfatti, a mulher mais amada pelo anti-semit aMussolini, era judia. José Carlos Mariateghi, o mais marxista dos marxistas latino-americanos, acreditava fervorosamente em Deus. O Che Guevara tinha sido declarado completamente incapaz para a vida militar pelo exército argentino.
Das mãos de um escultor chamado Aleijadinho, que era o mais feio dos brasileiros, nasceram as mais altas formosuras do Brasil. Os negros norte-americanos, os mais oprimidos, criaram o jazz, que é a mais livre das músicas. No fundo de um cárcere foi concebido Dom Quixote, o mais andante dos cavaleiros. E cúmulo dos paradoxos, Dom Quixote nunca disse sua frase mais célebre. Nunca disse: Ladram, Sancho, sinal que cavalgamos.
"Acho que você está meio nervosa", diz o histérico. "Te odeio", diz a apaixonada. "Não haverá desvalorização", diz, na véspera da desvalorização, o ministro da Economia. "Os militares respeitam a Constituição", diz, na véspera do golpe de Estado, o ministro da Defesa.
Em sua guerra contra a revolução sandinista, o governo dos Estados Unidos coincidia, paradoxalmente, com o Partido Comunista da Nicarágua. E paradoxais foram, emfim, as barricadas sandinistas durante a ditadura de Somoza: as barricadas, que fecharam as ruas, abriram o caminho.

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03 setembro 2006

Volks(?)Wagem



A história se repete...

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"Na força da indignação, sementes de transformação" - Grito dos Excluidos 2006

O Grito dos Excluídos teve sua primeira “edição” em 1995 e se constitui numa manifestação popular para denunciar todas as situações de exclusão e assinalar as possíveis saídas alternativas. Antes de tudo, é uma dor secular e sufocada que se levanta do chão, se transforma em protesto, cria asas e se lança no ar de ponta a ponta do país e do continente. Objetiva unificar o grito dos empobrecidos, dos indefesos, dos pequenos, dos sem vez e sem voz – numa palavra, o grito dos excluídos; desinstalar os acomodados, ferir o ouvido dos responsáveis pela exclusão e conclamar todos e todas à organização e à luta.

O simbolismo se inicia na escolha da data: 7 de setembro; no dia em que se comemora a independência do Brasil o Grito se propõe a superar um patriotismo passivo em vista de uma cidadania ativa e de participação, colaborando na construção de uma nova sociedade, justa, solidária, plural e fraterna; e continua nas manifestações priorizam a criatividade e a mística, visando a sensibilização para o discurso e seu conteúdo através da linguagem simbólica.

Foi concebido (pela CNBB, Pastorais Sociais, Semana Nacional Brasileira, Movimentos Populares, sociais e sindical, Campanha Jubileu, Grito Continental, Igrejas, Multirão contra a Miséria e a Fome) para ser um processo de construção coletiva e tem como sentidos principais (1) denunciar o modelo político e econômico que concentra riqueza e renda na mão de poucos e condena milhões à exclusão social, (2) tornar público o rosto dos grupos excluídos enquanto sujeitos de sua história, lutadores, e (3) propor caminhos alternativos ao modelo econômico neoliberal com vistas a construir políticas construtoras de justiça social, com ampla participação de todos os cidadãos e cidadãs.

O lema desse ano: "Na força da indignação, sementes de transformação", “nasceu do esgarçamento ético de parcela significativa do Congresso Nacional, dos acordos espúrios entre partidos, do adiamento de reformas como a agrária e a política. A questão de fundo é fortalecer o novo sujeito histórico: os movimentos sociais. Trata-se, pois, de operar mudanças estruturais na sociedade, tarefa à longo prazo que exige organização e mobilização da sociedade civil, tanto para pressionar o governo e os donos do dinheiro, quanto para ocupar instâncias de poder. Não basta eleger homens e mulheres comprovadamente éticos e competentes para aperfeiçoar a nossa democracia. É preciso tornar ética a institucionalidade brasileira, vedando os buracos - legais e culturais - que facilitam a corrupção, o nepotismo, a malversação. Por isso, no próximo dia 7 de setembro, haverá mobilizações em todos os recantos do país para o Grito dos Excluídos ser ouvido pelos incluídos. Não é suficiente gritar. É preciso sobretudo agir, articulando a sociedade civil em movimentos sociais e criando conexões entre eles, pois o movimento dos sem- terra não deve ficar alheio ao que faz o movimento indígena, nem o dos negros indiferente às lutas das mulheres. Quanto mais fortes os vínculos de solidariedade entre eles, tanto mais rápido as sementes de transformação haverão de dar frutos.”

Lemas anteriores:
1995 – “A Vida em primeiro lugar”

1996 – “Trabalho e Terra para viver”

1997 – “Queremos justiça e dignidade”

1998 – “Aqui é o meu país”

1999 – “Brasil: um filho teu não foge À luta”
Fortalecido, o Grito estendeu-se para outros países da América Latina. Nestes países, a data utilizada como símbolo do manifesto é o dia 12 de outubro, que relembra a colonização espanhola das Américas e a resistência e luta dos povos. Hoje já são mais de 20 países.

2000 – “Progresso e Vida, Pátria sem Dívida$”
O Grito foi um dos articuladores do Plebiscito da Dívida Externa contou com a participação de mais de seis milhões de pessoas, sendo que mais de 95% disseram não ao pagamento da dívida, e sim à realização de uma auditoria da mesma.

2001 – “Por amor a essa pátria Brasil”

2002 – “Soberania não se negocia”
Por meio da organização do Grito, as urnas foram levadas a todo o território nacional para o plebiscito pela não negociação da Área Livre de Comércio das Américas (Alca). Mais de 10 milhões de votantes, sendo que se envolveram diretamente na organização mais de 150 mil voluntários. Foram 46 mil urnas, espalhadas em mais de 3900 municípios: 98% dos votantes disseram não à Alca; 96% rejeitaram as negociações sobre a mesma e 98% não aceitam a entrega da Base de Alcântara, no Maranhão, para controle militar dos Estados Unidos.


2003 – “Tirem as mãos... o Brasil é nosso chão”
O símbolo foi uma fita verde e amarela com a frase: “Vacine-se contra a Alça.”

2004 – “Brasil: mudança pra valer, o povo faz acontecer”

2005 – “Brasil em nossas mãos e mudança”

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*Esse texto foi baseado em documentos da Organização do Grito -http://www.gritodosexcluidos.org.br/ (A história do grito dos excluídos); e da Agência Brasil de Fatohttp://www.brasildefato.com.br/ (A defesa do protagonismo popular do GB, e Grito dos Excluídos por Frei Beto).

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06 agosto 2006

Feliz idade e pronta recuperação, Comandante.

Por Frei Beto

Houvesse uma fábrica de produtos lúdicos destinados ao mercado político, talvez “Onde está Wally?” ganhasse a versão “Onde está a esquerda?”

Uma parcela da esquerda sente-se vexada porque não é tão ética quanto propala; outra, porque o socialismo faliu, exceto em Cuba. Na Coréia do Norte predomina um regime totalitário e, na China, o capitalismo de Estado.

As carpideiras da falência do socialismo não se perguntam por suas causas nem denunciam o fracasso do capitalismo para os 2/3 da humanidade que, segundo a ONU, vivem abaixo da linha da pobreza. Assim, abraçam o neoliberalismo sem culpa. E o adornam com o eufemismo de “democracia”, embora ele acentue a desigualdade mundial e negue valores e direitos humanos cultuando a idolatria do dinheiro e das armas.

O que é ser de esquerda? Todos os conceitos acadêmicos – ideológicos, partidários e doutrinários – são palavras ocas frente à definição de que ser de esquerda é defender o direito dos pobres, ainda que aparentemente eles não tenham razão. Por isso causa arrepio ver quem se diz de esquerda aliar-se à direita.

Fidel é um homem de esquerda. Não fez, entre 1956 e 1959, uma revolução para implantar o socialismo. Motivou-o livrar Cuba da ditadura de Batista, resgatar a independência do país e libertar o povo da miséria. Em visita aos EUA logo após a tomada do poder, foi ovacionado nas avenidas de Nova York.

A elite cubana resistiu a ceder os anéis para que toda a população tivesse dedos. Apoiada pela Casa Branca, instaurou o terror, empenhada em deter as reformas agrária e urbana e a campanha nacional de alfabetização. Kennedy, festejado como baluarte da democracia, enviou 10 mil mercenários para invadir Cuba pela Baía dos Porcos, em 1961. Foram derrotados. E a Revolução, para se defender, não teve alternativa senão aliar-se à União Soviética.

Cuba é o único país da América Latina que logrou universalizar a justiça social. Toda a população de 11 milhões de habitantes goza dos direitos de acesso gratuito à saúde e à educação, o que mereceu elogios do papa João Paulo II em sua viagem à Ilha, em 1998.

Seria o paraíso? Para quem vive na miséria em nossos países – e são tantos – a cidadania dos cubanos é invejável. Para quem é classe média, Cuba é o purgatório; para quem é rico, o inferno. Só suporta viver na Ilha quem tem consciência solidária e sabe pensar em si pela ótica dos direitos coletivos. Ou alguém conhece um cubano que deu as costas à Revolução para, em outra parte do mundo, defender os pobres?

No trajeto do aeroporto de Havana ao centro da cidade há um outdoor com o retrato de uma criança sorrindo e a frase: “Esta noite 200 milhões de crianças dormirão nas ruas do mundo. Nenhuma delas é cubana.” Algum outro país do Continente merece semelhante cartaz à porta de entrada?

A simples menção da palavra Cuba provoca arrepios nos espíritos reacionários. Cobram da Ilha democracia, como se isso que predomina em nossos países – corrupção, nepotismo, malversação – fosse modelo de alguma coisa. Ora, por que não exigem que, primeiro, o governo dos EUA deixe de profanar o direito internacional e suspenda o bloqueio e feche seu campo de concentração em Guantánamo?

Protesta-se contra os fuzilamentos da Revolução, e faço coro, pois sou contrário à pena de morte. Mas cadê os protestos contra a pena de morte nos EUA e o fuzilamento sumário praticado no Brasil por policiais militares?

Cuba é, hoje, o país com maior número de médicos e bailarinos de balé clássico por habitante. E desenvolve um programa para atender, nos próximos 10 anos, 6 milhões de latino-americanos com deficiência visual – gratuitamente.

Fidel está recolhido ao hospital. O que acontecerá quando morrer, ele que sobrevive a uma dezena de presidentes dos EUA e a 47 anos de esforços terroristas da CIA para eliminá-lo? O bom humor dos cubanos tem a resposta na ponta da língua: “Como pessoas civilizadas, primeiro trataremos de enterrar o Comandante.” Mas será que o socialismo descerá à tumba com o seu caixão?

Tudo indica que Cuba prepara-se para o período pós-Fidel. O que não significa que, como esperam os cubanos de Miami, isso ocorrerá em breve. Em novembro, na Universidade de Havana, o líder revolucionário advertiu que a Revolução pode ser vítima de seus próprios erros e deixou no ar uma indagação: “Quando os veteranos desaparecerem, o que fazer e como fazer?”

Às vésperas de seu aniversário, a 13 de agosto, Fidel já começa a expressar seu testamento politico. A maioria dos membros do Birô Político do Partido Comunista tem de 40 a 50 anos, e cada vez mais jovens são chamados a ocupar funções estratégicas. Como 70% da população nasceu no período revolucionário, não há indícios de anseio popular pela volta ao capitalismo. Cuba não quer como futuro o presente de tantas nações latino-americanas, onde a opulência convive com o narcotráfico, a miséria, o desemprego e o sucateamento da saúde e da educação.

Feliz idade e pronta recuperação, Comandante!!!

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16 junho 2006